Você sabe o que é um código-aberto ou open source e quais as suas vantagens?

Nos últimos dias, a notícia da compra do Twitter pelo bilionário Elon Musk tomou o noticiário. Dentre as várias declarações dadas pelo novo proprietário da rede social, uma tem chamado a atenção de pessoas ligadas ao mundo da tecnologia: a proposta de transformar todos os algoritmos da plataforma em código-aberto.

Mas, afinal, o que é um código-aberto - ou open source, como também é conhecido – e quais são as suas vantagens? Para tentar responder a essas perguntas, preparamos esse material para ajudar você a entender o funcionamento desse tipo de programa e o porquê eles são tão populares.

O que é um código-aberto?

Quando falamos em código-aberto ou open source, estamos nos referindo a programas ou aplicativos que são distribuídos com seus respectivos códigos-fonte.

O código-fonte é a origem de qualquer programa. Ele pode ser escrito em diversas linguagens de programação que será, posteriormente, traduzido para linguagem de máquina por um compilador quando estiver liberado para uso. Sendo assim, podemos dizer que o código-fonte é o manual de instruções de qualquer programa computacional, sendo fundamental para seu funcionamento.

No caso de programas de código-aberto, os códigos-fonte são disponibilizados para consulta e modificações, sem a necessidade de se pagar uma licença comercial para isso. 

Por esse motivo, qualquer pessoa pode ter acesso as ferramentas que compõem um determinado programa open source contribuindo para o seu desenvolvimento e criando a possibilidade de adaptação do código para diferentes finalidades.

Características Open Source

De acordo com a Open Source Initiave, há 10 características para que um código possa ser considerado open source:

1.    Redistribuição gratuita
 A licença não pode exigir uma taxa de royalties ou outra taxa de venda.

2.    Código Fonte

O programa deve incluir o código fonte em formato que seja compreendido por todos os programadores, além de possuir uma modalidade compilada para distribuição, a fim de facilitar a leitura e avaliação inicial.  

3.    Obras derivadas

A licença deve permitir modificações e obras derivadas, e deve permitir a sua distribuição nos mesmos termos que a licença do software original.

4.    Integridade do autor do código fonte

Em linhas gerais, o autor do código original pode exigir, por meio da licença, que os trabalhos derivados de seu código tenham um nome ou número de versão diferente do software original.

5.    Nenhuma discriminação contra pessoas ou grupos 

A licença não pode discriminar qualquer pessoa ou grupo de pessoas.

6.    Nenhuma discriminação contra áreas de atuação

A licença não deve restringir o uso do programa em qualquer área de atuação específica. Por exemplo, não se pode restringir o programa de ser utilizado numa empresa ou para uma pesquisa genética.

7.    Distribuição da licença

A partir da distribuição da licença, ela está disponível para todos as pessoas que queiram fazer uso da ferramenta, sem a necessidade de ser realizada uma renovação para sua utilização.

8.    A licença não deve ser específica de um produto

Não se pode liberar apenas uma parte de um programa. A disponibilização de um código, para estar em consonância com a Open Source Initiative, deve contemplar o programa completo.

9.    Licença não deve restringir outro software

A licença não pode impor restrições a outros softwares distribuídos juntamente do software licenciado. 

10. Licença neutra em relação à tecnologia

Nenhuma disposição da licença pode ser baseada em qualquer tecnologia individual ou estilo de interface.

Software open source X Software proprietário

Agora que já entendemos o que é um código-aberto, vamos tratar das diferenças entre os softwares open source e os chamados softwares proprietários. 

Para aqueles que fazem a aquisição de um software, a principal diferença entre ambos é que o software proprietário exige uma licença comercial. Isto implica no pagamento de royalties para o seu uso. Mas não é só isso. Do ponto de vista do desenvolvimento também há diferenças marcantes entre o software de código-aberto e o proprietário, já que, em geral, este último não permite o acesso e modificações no código-fonte. 

Por este motivo, para empresas que buscam uma maior personalização de softwares, sem dúvida os de código-aberto são opções mais atrativas. 

Segurança e vulnerabilidade

Outro fato importante de ser mencionado é que softwares de código-aberto geralmente são menos expostos à falhas e vulnerabilidades de segurança. Isto acontece pelos próprios princípios da “filosofia open source”, que consiste em um modelo de desenvolvimento descentralizado no qual diversos colaboradores trabalham na melhoria da ferramenta.

Sendo assim, uma vez que os softwares open source estão amparados por uma comunidade grande de desenvolvedores que se organizam de maneira descentralizada, a quantidade e frequência de colaborações para seu desenvolvimento acaba garantindo que ele esteja menos exposto à vulnerabilidades de segurança.

Este fato também implica em uma redução de custos de desenvolvimento e agilidade na resolução de problemas, visto que ao invés de contar apenas com uma equipe TI ou de precisar esperar um longo tempo por atualizações de softwares proprietários, as empresas contam com milhares de programadores que estão compartilhando conhecimento e melhorando continuamente tais ferramentas.

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